O livro Managing the Fuzzy Front-End of Innovation, do autor Oliver Gassmann, conta diversos cases sobre empresas que são exemplos de inovação. Uma das histórias interessantes é da BMW. A jornada de inovação da montadora alemã é longa, dividida em diversos estágios como forma de minimizar riscos de erros. Em cada uma das etapas, o conselho de administração é convidado para opinar e autorizar a passagem para a próxima fase. 

Isso não acontece à toa. O desenvolvimento de um único modelo pode custar € 1 bilhão. Já o ciclo de vida de um carro pode chegar a € 10 bilhões em contratos com fornecedores, treinamento de pessoal, investimento em marketing e maquinário.  

Mas o que mais chama a atenção é o uso da inovação como estratégia para descobrir necessidades. A gestão de inovação da BMW se esforça para desenvolver algo que o usuário não sabia que estava procurando, mas à medida que se materializa, passa a desejar. 

“Os engenheiros não perguntam ao cliente o que ele quer, mas observam o cliente e procuram compreender as suas necessidades latentes. Tentam entender o cliente melhor do que ele mesmo”. 

A BMW segue à risca o que Steve Jobs disse: “como os consumidores podem saber o que eles querem? O nosso trabalho é identificar isso”. Ao ver uma empresa que teve uma receita de US$ 21,9 bilhões em 2018 criar um framework próprio para gerir a inovação, muitos devem se perguntar: quais são as ferramentas que melhoram a jornada de inovação na minha empresa? 

A SENNO escreveu este artigo para mostrar quais são as boas práticas, trazendo informação que ajuda você a descobrir qual direção seguir. Boa parte dessas dicas estão condensadas no whitepaper exclusivo do método SENNO de gestão da inovação.

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Use metodologias ágeis

O ciclo de inovação da BMW é longo, pois faz sentido no mercado automobilístico, onde cerca de 10% das inovações derivam de sugestões dos clientes. Companhias de outros segmentos, no entanto, estão cada vez mais buscando as metodologias ágeis para gerenciar seus projetos, incluindo neles as iniciativas de inovação. 

Métodos como Scrum, Kanban ou eXtreme Programming contam com ciclos curtos de planejamento, execução e avaliação. Isso significa que ao invés de tentar prever todas as variáveis de um projeto do começo ao fim, a equipe de desenvolvimento, junto com o cliente, busca adaptar o projeto conforme seu andamento, refinando e aprendendo como melhor entregar valor por meio de ciclos de entregas mais encurtados e maior envolvimento do cliente no processo.

O erro é uma ferramenta de gestão

Quando uma empresa trabalha com inovação, ela necessita experimentar e estudar alternativas até se decidir por um caminho. Uma das melhores ferramentas para gerenciar este processo é o Design Thinking. A metodologia aplica métodos, práticas e pensamentos do design como a empatia, observação e experimentação para identificar problemas reais e desenhar soluções. 

Mas este conceito de Design Thinking só funciona se a organização estiver aberta ao erro. A experimentação, e seus eventuais erros, permitem validar diversas soluções para o mesmo problema. O método não permite somente analisar as oportunidades e os problemas, mas colocar a perspectiva do usuário. Vale lembrar que a inovação só se concretiza se gerar valor às pessoas.

A experimentação pode ser aplicada a produtos, serviços e até mesmo para planos de negócios. É como se fosse uma correção de rota antes que os problemas aconteçam, com vistas a encontrar uma solução ótima e viável. 

Inovação como um projeto

A inovação deve ser gerenciada como projeto e, ao mesmo tempo, acontecer de maneira contínua nas organizações. Ou seja, estas iniciativas devem ter um escopo bem definido, cronogramas, atribuições, prazos, recursos e orçamento. É um ciclo. 

Existem vários métodos para gerenciar a inovação. O modelo em cascata (em inglês, Waterfall Model) pode ser útil quando o escopo do trabalho é claramente definido, como em licitações e serviços específicos para órgãos públicos. 

Na década de 1970, o criador do método Winston W. Royce defendia uma abordagem iterativa para desenvolvimento de software. Mas no dias de hoje, o modelo em cascata é visto como ultrapassado, em que para cada mudança de processo, é preciso refazer o escopo. 

Uma abordagem mais atual é a gestão feita por pequenos incrementos, que são os modelos iterativos como o Lean Startup, por exemplo. Nela, busca-se progredir com o planejamento em pequenos incrementos, recebendo feedbacks constantes que validem ou não as premissas do presente e do futuro do projeto. 

Ironicamente, essas eram a premissas de Royce. A técnica em cascata, no entanto, acabou se popularizando como algo sequencial, onde uma tarefa é realizada após a outra. 

Abrace a tecnologia

Em um artigo sobre a cultura organizacional, abordamos o fato de que as pessoas devem estar no centro da estratégia qualquer empresa. Mas é inegável que a tecnologia pode ajudar na gestão da jornada de inovação de uma empresa. 

Não é possível e humano coletar, processar, correlacionar milhares de bytes de informação. De acordo com um paper da IDC e da Seagate, quase 55% dos dados do mundo foram criados nos últimos três anos. Os dados globais totalizaram 15 zettabytes em 2015, chegaram a 33 ZB em 2018 e serão 175 ZB em 2025.

Aplicativos como o SENNO são uma ferramenta digital para organizar a gestão da inovação em qualquer organização, adicionando uma camada de inteligência artificial aos produtos tradicionais de inovação. 

Trata-se de um diferencial competitivo que ajuda colaboradores internos e externos a descobrir tendências e insights a partir da mineração de informações, selecionar novos projetos de maneira eficiente e ainda mensurar os resultados obtidos.

Confira o aplicativo SENNO neste link e siga o nosso blog. Nele, você vai ter à disposição textos sobre inovação, tecnologia e gestão de projetos.