Resumo:

  • Confira o case de inovação da Corning, uma empresa centenária que é líder de seu segmento de negócio.
  • A empresa consegue como ninguém conectar seu planejamento estratégico com o portfólio de inovação.
  • Mas a Corning é uma exceção. Falta na maior parte das companhias um sistema que gerencie a inovação de maneira contínua e sustentável.

A companhia que desenvolveu o vidro para a primeira lâmpada de Thomas Edison ainda tem alguns truques na manga para se manter competitiva ao longo dos anos. Fundada em 1851, a Corning produz vidros, cerâmicas e outros materiais que servem para telas de smartphones, fibras óticas e instrumentos científicos. Em 2019, o valor de mercado era estimado em US$ 20,7 bilhões, com faturamento de US$ 11,5 bilhões. 

Um artigo da Harvard Business Review mostra que parte do sucesso da empresa americana está em reinventar seu modelo de negócios ao longo de sua história centenária. E principalmente em conectar a sua estratégia com os processos de inovação. Mesmo assim, ela contraria com sucesso alguns princípios tidos como básicos para gerenciar a sua inovação. Ela conseguiu, no entanto, encontrar o seu modo de administrar estes processos. 

A Corning mantém um laboratório central de Pesquisa e Desenvolvimento, investindo em pesquisa básica, uma prática que a maior parte das companhias já desistiu. A tecnologia Gorilla Glass, por exemplo, é a mais avançada para telas de smartphones. É possível bater na tela com um martelo e, ainda assim, o vidro permanece intacto. Mas para vender este componente para clientes como Apple e Samsung, a companhia necessita do investimento de longo prazo em pesquisa. 

Ao contrário de empresas que terceirizam a produção para outros países, a Corning mantém fábricas nos Estados Unidos. A justificativa é que novos materiais exigem inovações complementares. Ao manter a fabricação na própria casa, consegue facilitar transferência de novas tecnologias de P&D para a fabricação, resultando em aumentos da produção.

O artigo da HBR “mostra a importância de uma estratégia de inovação claramente articulada – que esteja intimamente ligada à estratégia de negócios de uma empresa e à proposta de valor principal. Sem essa estratégia, a maioria das iniciativas destinadas a aumentar a capacidade de inovação de uma empresa está fadada ao fracasso”, de acordo com o autor Gary Pisano. 

O case da Corning ressalta a importância de ligar a inovação com o planejamento estratégico, ter uma definição de foco e encontrar novas oportunidades para desenvolver a inovação. Estas são as três etapas para gerir bem a inovação. Confira mais detalhes abaixo. 

Inovação precisa estar alinhada com estratégia

A estratégia de inovação pode ser traduzida como a direção que a organização escolheu para gerar valor. Ao realizar a leitura do ambiente de negócios, por meio de ferramentas como Porter e Pestel, consegue-se analisar quais caminhos e direções uma organização pode tomar. Ao estabelecer uma visão de futuro, é possível ainda pensar em como chegar lá, por meio de metas e objetivos. O planejamento estratégico não é algo estático, deve ser periodicamente reavaliado e ajustados em resposta às mudanças do ambiente.

No caso da Corning, a estratégia é ter fábricas nos Estados Unidos. 

É preciso ter foco claro 

A etapa seguinte da gestão de inovação é definir o foco estratégico. Ele nada mais é do que a interpretação da análise do ambiente combinada com as aspirações da organização sobre seu futuro. Ter um foco claro funciona como um filtro, onde a empresa organização consiga escolher quais inovações auxiliam em sua ambição estratégica. Essa decisão tem uma influência vital sobre todo o resto do processo de inovação. 

O foco é investir em poucos materiais. 

Escolher as melhores oportunidades

Num mundo ideal, todas as oportunidades seriam desenvolvidas e financiadas. Mas todos sabem que os recursos de uma organização são limitados. Após reunir diversas oportunidades de inovação, a organização precisa definir quais oportunidades vão ser exploradas. E, claro, as melhores oportunidades de inovação, devem nascer alinhadas com a missão, visão e valor que a organização quer gerar. 

A Corning escolheu ter um portfólio de produtos pequeno, mas que é a referência do setor.

Por que é tão difícil inovar?

Para o professor norte-americano Gary Pisano falta na maior parte das companhias uma estratégia ou um sistema que gerencie a inovação de maneira contínua e sustentável. Trata-se da melhor forma de conciliar as diversas vozes e interesses dentro de uma organização. 

Assim, o time de vendas, a equipe de marketing, os diretores de produtos e os engenheiros da P&D sabem exatamente qual a direção a organização quer tomar, ao invés de defenderem somente as ideias que surgiram em seus departamentos. 

“Boas estratégias promovem o alinhamento entre diversos grupos dentro de uma organização, esclarecem objetivos e prioridades e ajudam a concentrar esforços ao seu redor”, diz o Pisano. 

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