Há inúmeras definições do que é a Gestão da Inovação. E quanto mais se discute, menos se chega a um consenso. A inovação pode ser algo diferente quando analisada pelo prisma da teoria econômica, sob o ótica do empresário ou ainda por quem a faz na prática, como um cientista, engenheiro ou gerente de produto. 

Um dos maiores esforços da SENNO é criar um método (disponível para download gratuito neste link) que dialogue com as mais modernas teorias de gestão e resuma quase um século de discussões de maneira didática. 

E isso não é possível sem falar do autor tcheco Joseph Schumpeter. De acordo com o paper Past, Present and Future of the Innovation Process, Schumpeter fez contribuições significativas para a compreensão de gestão da inovação, propondo cinco tipos de inovação:

  • A introdução de novos produtos.
  • A introdução de novos métodos de produção.
  • A abertura de novos mercados.
  • O desenvolvimento de novas fontes de abastecimento de matérias-primas ou outros insumos.
  • A criação de novas estruturas de mercado em uma indústria. 

O autor entende “a inovação de forma muito ampla, seja como um produto, um processo e mudanças organizacionais que podem surgir de novas descobertas científicas ou combinar tecnologias já existentes, realizando aplicações em um novo contexto. É um ato criativo na economia.

“O lucro só pode ser alcançado e mantido a longo prazo apenas por empresários que são capazes de criar ou realizar inovações”, escreve o autor do paper, Ondrej Zizlavsky.

Da época de Schumpeter até agora, o conceito de inovação e seu gerenciamento foi adaptado para as diferentes fases da economia. Na década de 50, por exemplo,  os modelos lineares e sequenciais, voltados para a fase industrial, de linha de produção eram uma tendência. Atualmente, as propostas mais aceitas no mercado versam sobre colaboração mútua entre empresas e a inovação aberta

É sobre estes paradigmas que o método SENNO aborda. Mas mais do que pensar em processos e modos de inovação, devemos começar a entendê-la como algo contínuo, um ciclo que gera crescimento de receita e valor. Se as pessoas interessadas não visualizarem valor, de nada vale a inovação. 

Saiba mais sobre como a nossa metodologia permite gerar valor para a sua organização. 

Pilares do método SENNO

Ao analisar a evolução dos modelos de gestão da inovação, criamos um método único. O diferencial do método SENNO é ver a gestão da inovação pela ótica do planejamento estratégico, filtrar as melhores oportunidades por meio de técnicas de design thinking e gerenciar estas iniciativas de maneira ágil. 

O método SENNO permite que, após a análise do ambiente, o gestor consiga enxergar oportunidades. Para que oportunidades se transformem em ideias a serem testadas, que são geridas como projetos, com um escopo definido e prazos de entrega, para no fim, criar um processo de inovação cíclico. 

Inovação naturalmente é orientada a um processo interdisciplinar, que integra várias áreas de uma organização. Essa integração é essencial para o sucesso da criação de novas soluções. O processo funciona em paralelo às atividades de rotina da organização, portanto, ela precisa direcionar recursos para sustentar as atividades que dão suporte à inovação. 

Existem alguns aspectos-chave da inovação, que sustentam o processo que chamamos de Pilares. 

O primeiro pilar de atividades da gestão da inovação é o Planejamento Estratégico

Estas são atividades de alto nível que exigem um entendimento profundo sobre as capacidades da organização, seu ambiente de negócios, sua visão de futuro, além da identificação e seleção de oportunidades.

O planejamento estratégico é essencial para definir o caminho de inovação da organização.

Dentro dele, temos três grandes direções que orientam o processo: inovações para gerar valor, criando novos mercados ou reconfigurando antigos; inovações que auxiliam a organização a capturar mais valor, sendo mais eficientes, por exemplo; e inovações que defendem a posição de mercado, como oferecer um atendimento superior ao cliente.

O segundo pilar da gestão da inovação é o Design Thinking

Estas atividades vão analisar as oportunidades e os problemas identificados durante o planejamento estratégico e centralizá-los sob a perspectiva do usuário, fazendo uso da empatia, criatividade e experimentação para encontrar uma solução ótima viável.

O ancoramento, feito a partir do usuário e sua experiência, é essencial para reduzir os riscos da adoção da inovação, enquanto o experimento rápido fornece um espaço seguro e menos dispendioso para encontrar uma solução válida antes da organização escalar a inovação.

O terceiro pilar corresponde às atividades de Gestão de Projetos

São elas que transformam os conceitos da inovação em protótipos funcionais ou produtos mínimos viáveis (MVPs), prontos para implementação e, quando for o caso, comercialização. Dentro deste pilar, consideramos tanto a gestão de projetos tradicional (em cascata), quanto às práticas de gestão ágil como o Scrum, Kanban, SAFe e Extreme Programming .

Apesar do método abranger ambas as metodologias, entendemos que os métodos ágeis terão cada vez mais espaço num mundo VUCA. Levando em conta a natureza de incerteza que envolve a criação de inovação, os métodos ágeis são formas mais adequadas de gerir um projeto de inovação. Eles possibilitam, de forma incremental, a ajustar o projeto com as mudanças inesperadas durante o desenvolvimento.

Conclusão

Não custa lembrar que a economia do século XXI é caracterizada pelo domínio da informação, da transformação da informação em conhecimento, e deste conhecimento em inovação. Nós queremos ajudar na sua jornada e disponibilizamos o download do whitepaper gratuito, onde explicamos o método SENNO de maneira consolidada. Baixe o material e conte qual a sua opinião sobre o texto.